terça-feira, 26 de outubro de 2010

Justiça Militar condena controlador de voo pelo acidente da Gol

Acidente entre avião da Gol e jato particular matou 154 pessoas em 2006.


Sargento foi condenado a 1 ano e 2 meses de detenção por homicídio culposo.

 

A Justiça Militar condenou nesta terça-feira (26) a um ano e dois meses de detenção, por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), o sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos, controlador de voo que trabalhou no controle de tráfego aéreo no dia do acidente no voo 1907 da Gol, que deixou 154 mortos há quatro anos. Cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM).
O acidente ocorreu no dia 29 de setembro de 2006, quando o avião da Gol se chocou no ar com um jato Legacy. O sargento foi condenado por 4 votos a 1.
Outros quatro controladores – João Batista da Silva, Felipe Saltos dos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros – foram absolvidos. Eles haviam sido denunciados pelo Ministério Público Militar (MPM) por negligência e por deixar de observar as normas militares de segurança.
O sargento Santos foi acusado por não informar sobre o desligamento do sinal anticolisão do Legacy e por não informar o oficial que o subsitutiu no controle aéreo sobre a mudança de altitude do jato. O transponder é um sistema anticolisão que "avisa" os pilotos sobre a proximidade de outra aeronave, para evitar choques em pleno ar.
O advogado do sargento, Roberto Sobral, afirmou que vai recorrer ao plenário do STM e ao Supremo Tribunal Federal (STF), se for necessário. Para Sobral, Santos não teria condições de atuar no controle por não falar inglês, considerando que dois pilotos norte-americanos conduziam o jato Legacy. Ele acusou a Justiça Militar de impedir a defesa de produzir provas que inocentariam os controladores.
“A condenação é inaceitável. Não foi permitido provar que ele não fala inglês e estava obrigado a sentar em um console para coordenar voo de pilotos estrangeiros. Foi uma falha da sessão de pessoal da Aeronáutica. Não só essa, mas um conjunto de falhas que a Aeronáutica tem que reconhecer”, afirmou Sobral. Segundo o advogado, o sargento deve cumprir a pena em liberdade.
Absolvição


A juíza Vera Lúcia da Silva Conceição foi a única a votar pela absolvição de todos os controladores acusados de envolvimento no acidente. Para ela, mesmo que os acusados tenham cometido erros, o acidente teria sido evitado se o transponder do jato Legacy estivesse ligado no momento da colisão com a aeronave da Gol.
“Por mais que os acusados tivessem errado, o acidente não teria ocorrido se o transponder do Legacy estivesse ligado. Por mais que haja condenação, a gente não pode ter esse sentimento de que esse processo vai fazer uma justiça em relação às mortes das 154 pessoas. Os acusados ainda vão levar esse fardo. Isso é inevitável. Não vai haver solução processual que vai dar tranquilidade aos acusados”, disse a juíza.
Mesmo sendo autora da denúncia contra os controladores, a promotora responsável pelo caso, Ione de Souza Cruz, pediu a absolvição dos cinco controladores e afirmou que não há provas de que eles tenham falhado. Segundo ela, uma soma de fatores seria responsável pela queda da aeronave.
“Não há como atribuir a esses homens a responsabilidade penal pelo fato. O importante é saber se podemos dizer com certeza se essas pessoas agiram de forma negligente ou tolerante. Com certeza essas pessoas não foram para lá aquele dia dizendo: eu vou derrubar um avião”, disse.
“Um acidente ali naquela altitude é impensável, não passava pela cabeça deles. Eles internamente carregam uma espécie de culpa. Internamente eles se perguntam: se eu tivesse feito isso ou aquilo essas pessoas talvez não tivessem morrido”, continuou a representante do MP.

Acidente

No dia 29 de setembro de 2006, um Boeing da Gol que fazia o vôo 1907, de Manaus para Brasília, chocou-se com um jato Legacy que seguia de São José dos Campos (SP) rumo aos Estados Unidos (veja vídeo acima, de quando o acidente estava para completar quatro anos).
O Boeing caiu em uma região de floresta no norte de Mato Grosso. O acidente deixou 154 mortos – todos passageiros e tripulantes da aeronave. O Legacy conseguiu pousar em uma base aérea no sul do Pará. Os sete ocupantes do jato sobreviveram. O acidente, que completou 4 anos em setembro, foi o segundo desastre aéreo com mais vítimas ocorrido em solo brasileiro.
A denúncia do MPM afirma que teria havido negligência dos controladores de tráfego aéreo a respeito do plano de voo traçado para o Legacy, principalmente no que se refere à faixa de altitude em que ele deveria permanecer.
Veja a reportagem clicando aqui.

Fonte: www.g1.com.br


 



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Avianca pode trazer 787 Dreamliner para o Brasil

O presidente da Avianca do Brasil, José Efromovich, disse, nesta segunda-feira, em um almoço com jornalistas em São Paulo, que pode trazer o 787 Dreamliner, da Boeing, para operar no País. Segundo o executivo, a empresa aérea contará com unidades da aeronave e o Brasil é um dos mercados que reúne qualificações para que ela seja usada.

A entrega do 787 Dreamliner está atrasada em cerca de quatro anos. A produção do modelo foi adiada cinco vezes nos últimos três anos e o primeiro voo foi postergado seis vezes, sendo realizado somente em 15 de dezembro.
Efromovich também falou sobre uma possível oferta inicial de ações (IPO) da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo ele, as chances da abertura de capital acontecer são grandes, mas a empresa está, neste momento, optando por outras formas de arrecadar verbas. "Tínhamos um plano de IPO, que começamos a estudar em 2007, mas seguramos. Temos planos, mas não data", disse.
Segundo o executivo, hoje a Avianca conta com cerca de 2% do mercado de aviação nacional, que é dominado por TAM e Gol. Contudo, a empresa aérea não tem planos de aumentar sua participação. "Não buscamos ter 15% do share. Queremos manter nosso público, que é diferenciado. Quem voa de Avianca, sempre volta. Temos até problema para colocar nosso usuário em outra empresa, quando temos que realocar. Ele não quer", afirmou.
Efromovich disse que a Avianca não trabalha, hoje, pensando na Copa do Mundo de 2014, apesar de cobrir grande parte das cidades envolvidas nos jogos (a Avianca só não voa para Manaus e Natal das cidades que vão sediar jogos). Sobre a capacidade brasileira de receber a competição, no quesito aeroportos, ele está confiante. "A Copa do Mundo é curta, apenas um mês. O Brasil pode fazer um esquema de emergência e comportar com o que tem hoje", disse.
Com quem vamos casar
A Avianca hoje, segundo seu presidente, é a "noiva da vez". Star Alliance, Oneworld e Delta Airlines estão atrás de parceiros e todos estão em conversação com a empresa.
"A Star Alliance e a Oneworld fecharam com a LAN/TAM. Mas elas não vão querer ficar ambas com a mesma empresa. Então, a TAM vai ter que decidir qual eles querem. Hoje, as duas mantêm contato com a gente", disse o executivo.
Segundo Efromovich, a decisão da empresa que fechará parceria com a Avianca será tomada "em breve".
 
Fonte: www.terra.com.br

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Passagem aérea aumenta

Quem usou o transporte aéreo para realizar voos domésticos em setembro teve que arcar com uma passagem, em média, 7,56% mais cara, em comparação com agosto deste ano, de acordo com dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta anotada no último mês também é maior que a variação de 3,58% registrada em setembro de 2009. O aumento foi verificado em 10 cidades pesquisadas pelo órgão e, segundo especialistas, se deve à combinação do aumento da renda do brasileiro e ao reaquecimento dos negócios no país. São Paulo, Rio e Belo Horizonte lideraram a alta, com reajustes de 10,78%, 9,53% e 9,51% em relação ao mês passado, respectivamente. Porém, mesmo pagando mais para voar, o consumidor ainda tem que lidar com os velhos problemas que rondam os aeroportos do país, como os que ocorreram no último fim de semana prolongado, quando quase 30% dos vôos marcados registraram atrasos na decolagem.
Além de setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurou alta dos preços das passagens em junho (12,5%) e julho (9,16%) deste ano. Já em agosto, mês em que as companhias realizam as tradicionais ofertas que sucedem o período de férias, o valor dos bilhetes registrou queda de 10,31%. Nos oito primeiros meses de 2010, o quadro ainda está favorável aos consumidores, com retração acumulada nos preços de 12,96%, para uma inflação de 3,14% no mesmo período.
Para Felipe Rocha, analista de aviação da Link Investimentos, o forte crescimento econômico do país estimula o reajuste das passagens, sobretudo em períodos de alta demanda, como o que começa agora e vai até o Carnaval. Mas as aéreas não estão se beneficiando apenas dos viajantes de turismo. O mercado corporativo (de negócios), depois de sentir o impacto da crise financeira de 2008, voltou a se aquecer, pressionando o mercado. "O transporte aéreo nacional é diretamente condicionado ao aumento de renda da população e do Produto Interno Bruto (PIB). Quando eles estão bem, o fluxo de passageiros sobe e, naturalmente, as companhias reajustam seus preços. Vale lembrar que entre 60% a 70% dos usuários de aviação civil no país viajam a negócios e, se o país começa a se recuperar, esses usuários passam a utilizar mais esse tipo de transporte", analisou Rocha.
Outro fator que contribui para puxar para cima o valor da passagens aéreas, segundo o analista, foi o aumento do combustível. "Recentemente, o barril do petróleo ultrapassou a barreira dos US$ 80, o que acaba atingindo o valor da querosene", apontou.

Fonte: Diario de Pernambuco

Aumenta números de aviões

Em crescimento há 16 meses consecutivos, a demanda por voos domésticos está motivando as empresa aéreas brasileiras a rever para cima seus planos de expansão de frota. Azul e TAM aumentaram suas previsões e compraram neste ano aeronaves não programadas inicialmente. A Gol não descarta a possibilidade de fazer o mesmo a partir de 2014, mas não revela números. A regional Trip também deverá ampliar sua encomenda prevista para os próximos três anos.
"Se o Brasil confirmar esse crescimento atual nos próximos anos, poderemos rever o planejamento de frota para 2014", afirmou o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Gol, Leonardo Pereira.
Pela atual programação, o aumento de frota da Gol até o fim de 2014, em relação ao total de aviões em 2010, é de 11 aviões. A preços de tabela, o investimento programado equivale a US$ 880 milhões, considerando-se que cada Boeing 737-800, avião que a empresa tem dado prioridade em sua frota, custa cerca de US$ 80 milhões.
Pereira, também admite que a companhia poderá aumentar sua previsão de crescimento do mercado doméstico em 2010, prevista atualmente em 21%. De janeiro a setembro, a demanda doméstica acumula alta de 27%. Se a Gol revisar sua projeção, ela só deverá ser conhecida na divulgação do balanço do terceiro trimestre.
"Estamos em processo de avaliação e análise para o replanejamento da frota. Como o setor está realmente aquecido, deveremos fazer uma revisão para os próximos três anos. Ainda não temos números definidos, apenas a sinalização de que os números serão revistos para cima", afirma o presidente da Trip, José Mário Capriolli.
A Trip tem 38 aeronaves e vai encerrar este ano com 40. Para 2011, quer ter pelo menos 50 aviões entre turboélices da franco italiana ATR e jatos da Embraer.
Em julho, durante a feira internacional de aviação de Farnborough, na Inglaterra, a Trip já havia anunciado a compra de um avião da Embraer diferente do seu plano inicial. Naquela ocasião, a empresa anunciou a aquisição de dois modelos 190, para 106 passageiros.
A Avianca Brasil, antiga Oceanair, deverá promover uma alteração em seu plano inicial de frota. Isso porque ela deve anunciar na segunda-feira a primeira rota internacional com a nova bandeira. Segundo o site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Avianca foi autorizada a operar um voo diário entre São Paulo e Bogotá (Colômbia) a partir de 4 de novembro. A empresa deve operar aviões da Airbus, modelo A330.
Quando ainda era Oceanair, a empresa operou voos para a Cidade do México em meados de 2007 com um Boeing 767-200. Foi quando a companhia anunciou a intenção de voar para as cidades africanas de Lagos (Nigéria) e Luanda (Angola), mas essas rotas não chegaram a ser operadas.
"O mercado está aquecido, influenciado pela desvalorização do dólar", diz o especialista em negociação de aviões da consultoria Jet Design, Ricardo Mendes.
Em abril, a TAM foi a primeira a elevar suas compras e aumentou em US$ 200 milhões seu investimento em frota. Com esses recursos, ela ampliou de 5 para 11 o aumento de sua frota em 2010.
A Azul fechou a compra de 20 turboélices ATR 72-600, para 70 passageiros, que não estavam programadas em seu planejamento inicial de frota. O pedido inclui mais 20 opções de compra do mesmo modelo que, se forem exercidas, levam o investimento a US$ 850 milhões a preços de tabela.
A empresa também comprou mais cinco jatos da Embraer, modelo 195, para 118 passageiros, num pedido de US$ 211 milhões com valores de mercado. O plano de frota da Azul para 2010 previa inicialmente 21 aviões, mas ele foi ampliado para 26 unidades.
O mercado de negociação de aviões está aquecido em todo o mundo. Em julho, apenas Airbus, Boeing e Embraer fecharam pedidos na feira de Farnborough que ultrapassam US$ 50 bilhões, considerando-se pedidos firmes, opções e intenções de compra para cerca de 600 aviões.

Fonte: www.aeronautas.org.br/aeroclipping

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os pilotos e comissários sumiram

RIO - A explosão da demanda no transporte aéreo no Brasil está gerando uma acirrada disputa entre as empresas por tripulação para seus novos voos, lançados quase semanalmente. Com o crescimento da necessidade de contratações, comissários, copilotos e comandantes entraram em uma verdadeira dança das cadeiras, migrando de uma companhia para outra em busca de melhores salários e benefícios.
Só no último mês, cerca de 60 comissários debandaram da Gol em direção à TAM, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). "As pessoas vão para a TAM, onde há possibilidade de fazer voos internacionais e obter melhores salários", afirma o presidente da entidade, Gelson Fochesato.
Desde o início do ano, a TAM admitiu 950 aeronautas, dos quais mais de 750 são comissários. Já a Gol contratou 183 copilotos e 501 comissários até agora, ante 43 e 59 em todo o ano passado, respectivamente.
As companhias de menor porte, que têm tomado mercado das duas líderes, também estão engordando os números de contratação no setor. A regional Trip planeja chegar ao fim do ano com 183 novos copilotos e comandantes, 60 a mais do que o total incorporado no ano passado. A Azul, a três meses do fim do ano, já repetiu as 43 admissões de comandantes de 2009. O número de copilotos que ingressaram na companhia cresceu de 69 para 78, e o de comissários saltou de 173 para 241.
Para o presidente da Azul, Pedro Janot, a disputa por profissionais é resultado não só do número cada vez maior de brasileiros que viajam de avião, mas também da maior concorrência no setor - acirrada, inclusive, pela criação da própria companhia. Fundada há menos de dois anos, hoje a Azul já detém 6% de participação no mercado. "De um mercado estático, em que havia duas companhias, estamos entrando em um mercado dinâmico", disse.
No chão
A migração de aeronautas entre companhias ficou evidente no fim do mês passado, quando quase metade dos voos da Webjet não pôde decolar por insuficiência de tripulantes. Um dos motivos foi a saída de pilotos da empresa - a quarta maior do País - para trabalhar na TAM e na Gol. "Isso acontece por conta dos salários pagos na Webjet. O mercado está aquecido, concorrentes estão pagando mais e oferecendo melhores condições de trabalho", disse a diretora do SNA, Graziella Baggio.
O vice-presidente de operações da companhia, Fernando Sporleder, atribuiu os cancelamentos do mês passado a um problema pontual: uma falha no simulador usado para treinar os pilotos. Diante do imprevisto, segundo o Estado apurou, a empresa não conseguiu formar funcionários recém-contratados no mesmo ritmo em que perdia pilotos para a concorrência. Sporleder afirma que a empresa não será atingida novamente pela falta de aeronautas. "Não vejo grandes problemas, pois estamos no topo da pirâmide", declarou, em meio à crise de imagem causada pelos cancelamentos em série. "Buscamos tripulantes nas companhias regionais, de táxi aéreo e de aviação executiva. Essa base é muito grande."
O executivo informou que a empresa já começou a se preparar para que não faltem tripulantes no ano que vem. "Estamos contratando mais uma turma de 20 copilotos, que começa no dia 18 de novembro, para atender ao crescimento esperado para o primeiro trimestre de 2011", disse Sporleder.
Já Leonard Grant, diretor de operações e treinamento da TAM, admite que o problema da migração de profissionais não é exclusividade das pequenas empresas. "Perdemos muitos copilotos eficientes este ano para outras empresas, que ofereceram promoções mais rápidas. Aqui, eles seriam promovidos a comandantes em dois anos. Na concorrência, a promessa é de que seriam promovidos em seis meses", afirmou. Segundo ele, a Azul foi o principal destino desses aeronautas.
A companhia aérea de David Neeleman também garimpou pilotos brasileiros que estavam em empresas estrangeiras. Muitos profissionais da Varig, Transbrasil e Vasp foram trabalhar no exterior quando essas companhias começaram a entrar em declínio. Desde o início do ano, a Azul repatriou 50 aeronautas. "Quem foi voar lá fora não saiu do País por aventura. Foi por falta de oportunidades aqui. Agora, temos a possibilidade de trazer pilotos altamente experientes de volta para casa", disse o vice-presidente técnico operacional da companhia, Miguel Dau.
Disputa
Parte da disputa pesada pelos profissionais pode ser explicada pela rápida mudança no cenário econômico do País. A crise financeira internacional forçou as empresas a diminuir o ritmo das contratações. "O número de admissões do segundo semestre de 2008 até o fim de 2009 foi muito baixo", diz Leonard Grant, da TAM. "Ao mesmo tempo, como o tripulante é um funcionário caro, a tendência é trabalhar sem excessos", complementou.
Com os quadros enxutos e em meio à retomada da economia neste ano, as empresas tiveram de dar início a uma caça aos profissionais já treinados e prontos para trabalhar. "Com a volta do crescimento do setor, as empresas aéreas passaram a receber novas aeronaves ou a aumentar a utilização dos aviões que já possuíam", diz Grant.
O outro lado
Se para as empresas do setor a expansão do mercado doméstico de aviação traz o revés da disputa por mão de obra qualificada, para os profissionais recém-formados, claro, o cenário não poderia ser melhor. Esse é o caso do comissário Demitrius de Morais, chamado pela TAM para uma entrevista apenas cinco dias após cadastrar o currículo no site da empresa.
"Não esperava que fosse tão rápido", comentou o profissional, que foi contratado em maio. Esse é seu primeiro emprego como comissário. Antes de começar a voar, no início do mês passado, Morais passou por um período de treinamento dentro da TAM.

Fonte: www.aronautas.org.br/aeroclipping

sábado, 2 de outubro de 2010

Webjet terá mais equipes

A companhia aérea Webjet, que teve alto índice de cancelamentos pelo quarto dia consecutivo, informou nesta quinta-feira que voltará a operar normalmente a partir de sexta. "Com a mudança de mês, a empresa pode novamente contar com todas as suas equipes de tripulantes, bem como com novas equipes que estavam em treinamento e que começarão a voar em outubro", disse a empresa, em comunicado.
Hoje, cerca de metade da Webjet previstos até o final da tarde foram cancelados. De acordo com a companhia, o problema foi causado pela impossibilidade de exceder o limite de horas de trabalho da tripulação da empresa. No comunicado, a Webjet disse ainda que os cancelamentos no dia de hoje "aconteceram de forma programada ao longo do mês de setembro, o que permitiu que todos os passageiros fossem devidamente informados e reacomodados em outros voos da própria empresa ou realocados para outras companhias aéreas".
Na terça-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a venda de bilhetes da Webjet. A agência informou que vem acompanhando a evolução do índice de voos cancelados pela empresa, que passaram de 2,4% em agosto para 5,7% em setembro, chegando a 9,7% na última semana.

Fonte: Portal Terra