terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dilma terá novo avião presidencial

Dilma Rousseff vai ter um avião de príncipe árabe no hangar do Grupo de Transporte Especial, o esquadrão da Força Aérea responsável pelo frota da Presidência da República. É um Lineage, o mais caro e o maior jato da Embraer, uma versão especial para 19 passageiros do modelo 190, que normalmente leva até 122 pessoas.
Cheio de eletrônica e luxo, cada Lineage não sai por menos de US$ 50,4 milhões. Dilma, no entanto, não está comprando a aeronave, nem vai pagar pelo uso - a Embraer cedeu por empréstimo o modelo para o GTE, sem custos. Sob a matrícula FAB 2592, o grande jato será usado para substituir os dois Emb-190 comprados pelo ex-presidente Lula para viagens locais e regionais. As duas unidades vão para a revisão, um por vez, até dezembro. A presidente vai usar o Lineage nesse período. Coisa de um ano, talvez pouco mais que isso. O jato já foi pintado com as cores oficiais da Presidência e recebeu as insígnias formais.
Luxo e desempenho
O arranjo interno é soberbo. A cabine é dividida em cinco áreas. Tem quatro salas: de estar, de refeições, reuniões e uma ampla seção privativa. Há ainda uma suíte isolada, com ducha, cama e televisão, O bagageiro pode ser acessado em voo. Os passageiros dispõem de dois ou três lavatórios. A rede internet está disponível em toda a cabine. O conjunto eletrônico é de última geração - um sistema Honeywell Primus Epic, com cinco telas de controle multifunção em cristal líquido.
O avião tem duas turbinas. Mede 36,20 metros de comprimento e 28,70 metros de envergadura. Pode decolar de Brasília e pousar em Madri sem escala; o alcance é de 8,3 mil quilômetros. Voa a 890 km/hora. Para isso, leva seis toneladas de combustível a mais que o 190. Um dos motivos para o jato luxuoso ser entregue com boa antecipação é que a tripulação precisa de instrução específica. Os pilotos, habituados ao emprego do visor superior que permite receber informações do painel olhando para o exterior, um acessório de características militares, terão de passar por treinamento para a operação sem esse componente. A equipe de comissárias também vai passar por ensaios rigorosos. Afinal, ninguém quer correr o risco de errar nos deslocament0s da presidente Dilma, como disse um oficial ouvido ontem pelo Estado. O Lineage é um avião de xeque - o primeiro cliente foi a empresa Al Jaber Aviation, de Abu Dabi. É de um nobre árabe, hoje o maior usuário do avião. Outros nove jatos foram negociados. Dois deles, mais simples, e funcionais servem ao Planalto. Os clientes exigem segredo de suas identidades.
O mais recente, um empresário da Jordânia, sentou no sofá de lã irlandesa de bordo no dia 3 de dezembro de 2010.
Dilma fará isso nas próximas semanas, em viagem aqui mesmo, no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Taxa de aeroporto vai custar mais em horário de pico

As companhias aéreas aumentarão seus custos com o reajuste das tarifas aeroportuárias, a partir de 14 de março. O aumento das taxas pagas pode chegar a até 364% nas tarifas de pouso em horários de pico. A Infraero vai aumentar as taxas nos horários de maior movimentação para incentivar as operações em horários mais vazios.
A maioria dos aeroportos terá tarifas iguais. Apenas os maiores terminais do país tiveram seus horários e tarifas reajustados de forma independente. São eles: Brasília, Guarulhos e Congonhas, em São Paulo; Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro; e Confins, em Belo Horizonte. As taxas de embarque, pouso e permanência vão subir em praticamente todos os horários nesses aeroportos. As companhias aéreas ainda não sabem se esse aumento poderá influenciar no preço dos bilhetes.
As taxas de pouso, permanência e estadia terão aumentos na casa de 300% nos aeroportos da categoria 1 (Brasília, Congonhas, Guarulhos. Na categoria 2, (Rio Branco -AC, Goiânia -GO) a tarifa de pouso aumentou em 261%, a de pátio de manobras em 262% e a de estadia em 266%. As tarifas internacionais de pouso e permanência subiram, em média, 80%.
Em uma simulação da categoria 1 utilizando as novas tarifas, caso um Airbus A320, usado pela TAM, pouse e permaneça no aeroporto de Congonhas das 10h às 11h pagará R$ 117,86 em taxas. Se a mesma aeronave ficar das 20h às 21h pagará R$ 673,51. Em uma simulação com um Boeing 737-700, operado pela Gol, os valores, no mesmo horário e aeroportos, partiriam de R$ 118,01 e chegariam, no horário de pico, a R$ 673,3.
Na categoria 2, por enquanto, não existe mudança de valor em relação ao horário, mas o reajuste foi alto. Caso um Airbus A320 pouse no Aeroporto de Rio Branco (AC), ele pagará, na primeira hora, R$ 461,3, contra R$ 127,4 atuais.
O maior desconto das tarifas foi dado para o aeroporto de Congonhas, com redução de 79% do valor teto nos horários de 6h às 7h e 10h às 11h. Já a cobrança de sobretaxa de 20% foi utilizada em vários aeroportos, dentre eles o de Brasília, Congonhas e Guarulhos, ambos em São Paulo e o de Santos Dumont no Rio de Janeiro.
O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) foi procurado, mas não se manifestou, pois os cálculos das companhias para saber se o aumento vai encarecer as passagens não foi concluído. O próximo reajuste das tarifas aeroportuárias será feito em 2013 com base na variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Porém, cada aeroporto só poderá aplicar o valor integral do IPCA se cumprir as metas de produtividade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Webjet prepara lançamento de ações

Companhia aérea, que enfrentou problemas de atrasos no fim de 2010, entrou com pedido de registro de companhia aberta

A Webjet, a companhia aérea que enfrentou inúmeros atrasos em voos no fim do ano passado, entrou nesta terça-feira com o pedido de registro de companhia aberta, uma fase precedente ao lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa).
A empresa é a quarta maior companhia aérea do País, com 5,5% do mercado em janeiro, atrás da TAM, Gol e Azul, esta última com planos também de abrir o capital e listar suas ações na Bolsa de Valores. Com a oferta de ações, a empresa pretende capitalizar-se e expandir sua frota de aviões, hoje de 20 aeronaves Boeing 737-300.

A Webjet foi comprada em maio de 2007 por Guilherme Paulus, fundador da operadora de turismo CVC, hoje nas mãos do fundo americano de investimentos em empresas Carlyle.
No fim do ano passado, mais da metade dos voos da Webjet sofreram atrasos em determinados dias de dezembro. A empresa alegou problemas meteorológicos.
Antes disso, em setembro, a empresa havia perdido pilotos e copilotos para outras companhias. Boa parte de seus voos também haviam sofrido atrasos. Na ocasião, a empresa atribuiu os problemas à alta demanda dos passageiros. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu suspender temporariamente a venda de passagens da companhia.
Fonte: IG

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Com aviões maiores, Avianca quer crescer 40% no Brasil em 2011

A Avianca vai apostar na substituição de sua frota por aeronaves maiores para tentar ganhar mercado em 2011 no Brasil. Os novos modelos, da fabricante europeia Airbus, possuem 132 lugares e chegam para realizar voos hoje operados por aeronaves da Fokker, de cem assentos. Depois de enxugar sua operação em 2008 e ficar dois anos sem receber novas aeronaves, a companhia reage para se expandir. A meta do presidente da companhia, José Efromovich, é crescer 40% em 2011, um salto em relação à expansão de 27% registrada em 2010.
Um dos grandes trunfos da Avianca é a presença no aeroporto de Congonhas, o mais rentável do Brasil. A companhia quer usar os novos aviões da Airbus para rotas com maior demanda, como a ponte aérea Rio-São Paulo, e transferir os modelos Fokker para aeroportos secundários. A Avianca prevê a incorporação de seis aeronaves à sua frota em 2011, hoje com 17 aviões - 14 Fokker e três Airbus.
No Brasil, a Avianca é a quinta companhia aérea brasileira, com 2,6% de participação no mercado, atrás de TAM, Gol, Azul e Webjet, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de dezembro de 2010. Originalmente batizada de OceanAir, a empresa adotou o nome Avianca em abril do ano passado. A marca é de outra empresa da família Efromovich - os irmãos José e German Efromovich, bolivianos naturalizados brasileiros, são os donos da colombiana Avianca, companhia que se associou no ano passado com a Taca, de El Salvador, e formou a holding Avianca-Taca.
Formalizada em fevereiro do ano passado, a fusão entre Avianca e Taca deve estar concluída no primeiro semestre de 2011. "Hoje nós trabalhamos como se fôssemos uma única empresa. E, neste ano, queremos ser uma única empresa", diz Efromovich. Juntas, as operações colombiana e salvadorenha podem trazer ao grupo uma sinergia estimada inicialmente em US$ 160 milhões (R$ 268 milhões).
Para os especialistas, o grupo não é forte o suficiente para enfrentar a líder latina Latam, formada pela fusão da brasileira TAM com a chilena LAN. "A sua participação no setor aéreo latino ainda é pequena. Eles vão precisar de mais parceiros para se tornar uma empresa grande", afirma o consultor de aviação Nelson Riet. O professor de transporte aéreo da UFRJ Respicio do Espírito Santo concorda. "Todas as companhias latinas sofreram um baque com o anúncio da formação do grupo Latam e tiveram que rever suas estratégias", diz. A expectativa deles é que novas fusões e aquisições aconteçam no setor aéreo neste ano. José Efromovich diz que não está negociando com mais ninguém, mas estará atento a associações que podem fortalecer o grupo.
Integração com o Brasil
A união de Avianca e Taca não contemplará a operação brasileira inicialmente, que funciona como uma empresa separada. A previsão de José Efromovich é que a integração da Avianca Brasil com o grupo Avianca-Taca seja iniciada depois que a fusão internacional estiver concluída, ou seja, a partir do segundo semestre deste ano.
Entre os benefícios da integração da operação brasileira à holding, Efromovich cita maiores facilidades para conexões internacionais, maior abrangência do programa de fidelidade e os benefícios da aliança internacional de companhias aéreas Star Alliance, da qual o grupo está em processo de adesão. "A Avianca tem 91 anos e a Taca, quase 80. Se entrar no grupo Avianca-Taca, a empresa brasileira adicionará uma experiência de cerca de 170 anos de aviação."
Reestruturação
A família Efromovich é a principal acionista do grupo Synergy, dono de empresas no ramos de petróleo, naval, aviação e de equipamentos médicos. Os irmãos German e José entraram no ramo de aviação quase que por acaso. Sua primeira empresa, a OceanAir Taxi Aéreo, foi criada depois que eles receberam duas aeronaves KingAir como forma de pagamento de uma prestação de serviços de outra empresa do grupo, em Macaé (RJ). Os irmãos começaram a usar o avião para operar voos fretados entre o Rio de Janeiro e Macaé. Em seguida, a rota passou a ser regular e a OceanAir se tornou uma empresa de aviação regional em 2002.
O plano de expansão da companhia no Brasil, posteriormente, foi considerado um erro. A companhia montou uma frota de 34 aeronaves com seis modelos diferentes, arranjo que foi todo reformulado a partir de 2008. "Nosso modelo era de crescimento rápido, com as opções de aeronaves disponíveis. Agora, nós desenhamos a frota para atender o que o mercado precisa", diz Efromovich. A padronização das aeronaves com modelos Fokker levou a companhia a demitir 600 pessoas em 2008 - 70% foram readmitidos posteriormente. Agora, a companhia está em fase de substituição dos aviões por modelos da Airbus.
Enquanto estruturavam a então OceanAir, os irmãos Efromovich deram um passo maior para entrar de vez no setor aéreo em 2004. Depois de um ano de negociações, eles compraram a colombiana Avianca, a companhia mais antiga da América Latina, criada em 1919, mas que passava por um processo de falência na Justiça americana. No final, os Efromovich foram vitoriosos, deixando para trás outros interessados, como uma associação entre a Copa e a Continental e a própria LAN. Os empresários encomendaram 70 aviões da Airbus há quatro anos para a expansão da frota da companhia colombiana e acertaram uma fusão com a Taça no ano passado.

Fonte: Portal iG

Nova pista em Aeroporto - Ba

A Infraero assinou esta semana a Ordem de Serviço para a elaboração do Estudo de Impacto mbiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) referentes à construção da nova Pista de Pouso e Decolagem do Aeroporto Internacional de Salvador - Deputado Luís Eduardo Magalhães.
De acordo com o documento, a empresa contratada terá 395 dias - após a assinatura - para desenvolver e entregar as avaliações que determinar a viabilidade das obras, bem como as eventuais medidas ambientais que deverão ser tomadas para a construção da segunda pista do aeroporto, que deverá ter 2,4 mil metros de comprimento por 45 metros de largura.
Para a elaboração do estudo e do relatório será investido R$ 1,2 milhão, cujo objetivo é mapear as interferências que o empreendimento pode causar no Meio Ambiente. "Com essas informações a Infraero poderá garantir o desenvolvimento sustentável infraestrutura aeroportuária de um dos principais aeroportos do País", avalia o superintendente da Regional Centro-Leste, Cassiano Moreira. Após os estudos e com a aprovação do Instituto do Meio Ambiente da Bahia, a Infraero poderá iniciar os estudos preliminares para a execução do empreendimento.

Fonte: Mercado & Eventos

Compra programada da Passaredo

O mercado de aviação no Brasil está em expansão e ainda tem muito para crescer, afirmam os especialistas comparando com outros países. A população brasileira cada vez mais adota o meio de transporte aéreo para suas viagens de lazer e negócios, e as empresas aéreas investem agora em um novo perfil de público, que tem condições de programar suas viagens, oferecendo passagens aéreas com tarifas tão diferenciadas, que chegam a ser mais baratas que o transporte rodoviário. A idéia é ampliar ainda mais o número de clientes, que não consideravam o transporte aéreo como alternativa. Um exemplo é o programa Super Compra Programada da Passaredo Linhas Aéreas, em que o passageiro consegue comprar passagens da companhia por preços inferiores em relação as passagens de transporte rodoviário, para o mesmo destino, desde que programando com antecedência mínima de 30 dias a viagem*.
"A economia muitas vezes não é só de tempo, mas também financeira com redução de gastos como hotel e alimentação quando a necessidade é ir e voltar no mesmo dia." afirma o diretor comercial da Passaredo Ricardo Cagno. Por exemplo, quem programar a compra com antecedência* do vôo de Ribeirão Preto para o Rio de Janeiro, pagará R$99,00 pela passagem, o mesmo valor caso este mesmo trecho seja feito de ônibus. Porém, enquanto o ônibus demora de 11 a 12 horas de viagem, o jato ERJ 145 da Passaredo chega em 1h10 minutos.
O mesmo acontece na viagem com destino a São Paulo (GRU), pois no caso da compra antecipada, o cliente pagará R$59,00 pela passagem aérea e R$57,55 de ônibus. Entretanto, enquanto o ônibus demora 4 horas, voando em um dos jatos da Passaredo, o passageiro chega a seu destino em 50 minutos.
A estratégia é simples: a empresa consegue com a Super Compra Programada trabalhar com tarifas diferenciadas, justamente por que pode oferecer em relação a ocupação média dos voos, um percentual de assentos para quem compra com antecedência.
Todos os destinos diretos da Passaredo Linhas Aéreas oferecerão este tipo de tarifa promocional na Super Compra Programada.

Fonte: Aviação Brasil