quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Boeing adia 1ª entrega de seu maior cargueiro

A Boeing anunciou nesta quinta-feira o adiamento da primeira entrega do 747-8 Freighter, seu maior jato comercial, mas as ações da companhia subiram uma vez que a empresa assegurou que o atraso não iria afetar seus resultados financeiros de 2010.
A entrega dos aviões foi adiada do quarto trimestre de 2010 para meados de 2011 e é o terceiro atraso anunciado pela Boeing, segunda maior fabricante de aviões comerciais depois da Airbus, unidade da EADS.
O atraso já era esperado após o anúncio de agosto de que a Boeing iria novamente adiar o lançamento do 787 Dreamliner para o primeiro trimestre de 2011. "Esperávamos que um pequeno atraso custaria à Boeing US$ 150 milhões, então o fato de que nada foi cobrado é um pouco estranho", disse o analista da RBC capital Markets, Robert Stallard, em nota.
"Embora o impacto financeiro seja mínimo, nós acreditamos que este último atraso reforça o ceticismo dos investidores com relação à capacidade da Boeing de eventualmente fazer as entregas de toda a série 787", afirmou.
Stallard reiterou a classificação da corretora para a Boeing, de "outperform", apontando a melhora nas perspectivas para o setor.

Setor aéreo requer qualificação

A crise no setor aéreo, cujos episódios de atrasos e cancelamentos têm sido mais freqüentes nos últimos meses, tem uma relação muito estreita com a questão da mão de obra.
O problema, entretanto, nada tem a ver com a escassez de profissionais, na visão da diretora do Sindicato Nacional dos Aeronautas Graziella Baggio. Para ela, as dificuldades são causadas pela estratégia agressiva de redução de custos das companhias, que operam com a estrutura muito enxuta. "Enquanto o setor cresceu, em média, 12% ao ano, nos últimos oito anos, as contratações avançaram a taxas anuais de 2%. Isso mostra que os recursos humanos não acompanham o crescimento da área", afirma.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) comprovam o rápido avanço da aviação civil no país. A demanda por voos domésticos cresceu mais de 58% entre 2005 e 2009, passando de 35,4 milhões para 56,2 milhões de passageiros.
A perspectiva é que essa indústria continue crescendo, por isso Graziella afirma que as empresas devem se preparar, o que envolve participação no processo de formação da mão de obra. "Antes as companhias aéreas contratavam o profissional e investiam na sua qualificação. Em função disso, quando as novas empresas começaram a operar se depararam com um mercado cheio de profissionais experientes e bem formados", explica Graziella.
O coordenador do curso de ciências aeronáutica da PUC - Rio Grande do Sul, Hildebrando Hoffmann, concorda que falta investimento das corporações. "Na Europa as empresas são envolvidas na capacitação. A Lufthansa, por exemplo, forma seus profissionais", diz.
Graduação é diferencial
Na opinião do professor, apesar de haver muitos profissionais, há carência de pessoas qualificadas. "A questão é a qualidade. Hoje, o piloto deve ser um gestor de sistema e de recursos humanos, por isso não basta a formação no nível médio, é preciso investir na graduação."
Para Graziella, a busca por profissionais graduados em ciências aeronáuticas é uma tendência. "Na Europa e em algumas outras regiões o nível universitário é exigido", afirma.
A diretora do Sindicato defende, por isso, a criação de um curso em universidade pública para facilitar o acesso à graduação. "É preciso que haja investimentos públicos na formação da mão de obra", diz.
Segundo Hoffmann, as companhias aéreas já percebem o diferencial da formação universitária, cuja duração é de três anos, e têm até reduzido a exigência de números de horas de voo em função disso. "Na faculdade o aluno precisa ter, no mínimo, 160 horas de voo. Essas horas são de voo orientado e, portanto, mais eficientes na capacitação", afirma. "Não adianta o profissional ter milhares de horas se não houve orientação adequada."
O custo da hora de voo também representa um obstáculo. Graziella conta que a hora chega a custar U$S 200. "Um curso de piloto não sai por menos de R$ 300 mil", diz. Já Hildebrando alega que a formação fica em torno de R$ 100 mil. "Temos convênios com aeroclubes para garantir a aplicação de nosso programa", explica.
Remuneração e condições de trabalho
Ao longo dos últimos anos houve a degradação das condições de trabalho no setor, na opinião dos especialista. "As novas companhias criaram novos parâmetros de salário, escalas etc. Essa é uma das razões pelas quais há muitos pilotos brasileiros atuando no exterior", destaca Graziella.
Quanto à remuneração os especialistas apresentam dados gerais, comentando que pode haver variação em função das horas voadas:
Copiloto: de R$ 5 mil a R$ 6 mil
Piloto: de R$ 8 mil a R$ 14 mil
Piloto no auge da carreira: R$ 20 mil a R$ 30 mil
Comissários: de R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil

Fonte: Portal iG

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Webjet promete normalizar situação dos voos ao longo da semana


Empresa fez vários cancelamentos ontem e foi multada pela Anac. Hoje a situação ainda não está tranquila e dois voos partindo do Rio não saíram.


O caos aéreo: desta vez, foram os atrasos e cancelamentos de vôos da Webjet que prejudicaram centenas de passageiros. A companhia aérea informou que a situação será normalizada ao longo da semana. A Anac mandou suspender as vendas de passagens da Webjet até sexta-feira.
Situação não é tranquila agora pela manhã.  No Aeroporto Santos Dumont, no Rio, havia dois voos previstos para o início da manhã. Um foi cancelado e o outro está atrasado em mais de uma hora.
Ontem, dos 140 vôos da Webjet no país, 39 atrasaram e 53 foram cancelados. O que provocou filas, confusão e irritação entre os passageiros.
A empresa afirma que teve que reduzir o número de vôos para cumprir a lei que regulamenta o horário de trabalho de pilotos e comissários.
De acordo com a lei do aeronauta, por questões de segurança operacional, um tripulante de avião a jato não pode exceder 85 horas de vôo por mês.
Em julho, a Webjet pagou multa de R$ 225 mil por ter excedido a carga horária da tripulação. A Agência Nacional de Aviação Civil registrou aumento de 56,58% na demanda de passageiros da Webjet em agosto em comparação com o mesmo período do ano passado.
A Webjet informou que está contratando profissionais para atender o aumento da demanda. Segundo a empresa, 64 novos co-pilotos e 85 comissários estarão em atividade em outubro.


Fonte: www.g1.com

Air China faz pedido de US$ 1,1 bilhão à Boeing


A Boeing anunciou nesta terça-feira que recebeu um pedido da Air China para entregar quatro unidades do avião 777-300ER, avaliados em um montante total de US$ 1,1 bilhão. De acordo com a fabricante, a aérea chinesa utilizará as aeronaves para expandir suas rotas internacionais.
"O 777-300ER será a espinha dorsal da nossa frota internacional de longa distância. A alta eficiência e a boa performance vão permitir a Air China o lançamento de novas rotas diretas internacionais para atender a demanda dos nossos passegeiros", disse Fan Cheng, vice presidente da empresa chinesa.
O modelo da Boeing pode carregar até 365 passageiros e percorrer uma distância de até 14.685 km.

Fonte: www.terra.com.br

domingo, 26 de setembro de 2010

EMBRAER E AIR FRANCE INDUSTRIES FECHAM CONTRATO DE SERVIÇOS COM A ALITALIA

Programa Pool de Peças de Reposição de 5 anos apoiará os jatos EMBRAER 170 da empresa


A Embraer e a Air France Industries assinaram um contrato de cinco anos para o Programa Pool de Peças de Reposição com a Alitalia – Compagnia Aerea Italiana para apoiar a frota de seis jatos EMBRAER 170 da companhia aérea líder na Itália. Por meio do acordo, a Alitalia se beneficiará das experiências complementares da Embraer, como fabricante da aeronave, e da Air France Industries, como provedora de serviços de manutenção.
“Temos a satisfação de dar as boas-vindas à Alitalia como uma distinta participante do
Programa Pool de Peças de Reposição por meio da nossa forte aliança comercial com a Air France Industries”, disse Leandro Laia, Diretor de Suporte e Serviços ao Cliente da Embraer para a Europa, África e Oriente Médio. “Com base no bem-sucedido apoio que temos dado à Regional, da França, e a KLM Cityhopper, da Holanda, estamos muito satisfeitos em apoiar mais uma empresa do grupo SkyTeam, especialmente porque a Alitalia foi um dos clientes lançadores do EMBRAER 170 na Europa.”
O programa Pool disponibiliza peças sobressalentes nas instalações do cliente e em um estoque central e também gerencia a manutenção, possibilitando que as empresas aéreas, incluindo aquelas com pequenas frotas, tenham o máximo benefício decorrente da economia de escala, com maior disponibilidade de peças e despesas por item de um grande operador. Além disso, o Pool reduz o investimento em estoque e o custo de controle deste, minimiza os riscos de excesso de peças de reposição, eliminando despesas desnecessárias, e diminui os custos com reparo e revisão, disponibilizando acesso ilimitado e garantido ao estoque central de peças.
O programa também melhora os níveis de serviço da frota por meio da alta disponibilidade das peças em uma conveniente instalação de serviços gerais (one-stop-shopping). Disponibilizando às empresas aéreas uma rápida e abrangente reposição de peças, o Pool reduz significativamente a necessidade de espaço para armazenamento e despesas com gerenciamento de estoque, possibilitando aos operadores mais tempo para cuidar do orçamento.
“Estamos muito felizes em aderir ao Programa Pool de Peças de Reposição”, disse Fabio Schinelli, Diretor de Gestão de Marketing, Planejamento e Contratos da Alitalia Servizi. “Em um mercado tão competitivo, temos a convicção que esta é a solução certa. Agora, podemos contar com um pacote de serviços de alto nível de qualidade, que nos permitirá operar intensivamente e com alta eficiência nossa frota de E-Jets, além de otimizar os custos.”


EMBRAER REALIZA CONFERÊNCIA DE OPERADORES DE JATOS COMERCIAIS EM PARIS

Fórum discutirá assuntos relacionados às experiências operacionais das famílias ERJ 145 e de E-Jets


São José dos Campos, 24 de setembro de 2010 – A Embraer realizará a edição mundial 2010 da Conferência de Operadores Embraer (Embraer Operators Conference – EOC) em Paris, de 26 de setembro a 1º de outubro. O evento é direcionado às famílias ERJ 145 e de E-Jets e incluirá workshops informativos, painéis de discussão e sessões de debate com base em comentários de clientes e parceiros comerciais.
“Todos os anos, vemos nossa base de clientes aumentar, e é muito gratificante receber mais de 450 profissionais da aviação e 67 companhias aéreas e operadores de todo o mundo nesta edição da EOC”, disse Luiz Hamilton, Diretor de Suporte e Serviços ao Cliente da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. “Apoiar as operações dos clientes é uma prioridade para a Embraer e temos investido bastante no constante desenvolvimento e melhoria da nossa rede de suporte ao cliente e dos nossos serviços. A EOC é um evento único e fundamental que nos fornece a opinião direta dos nossos operadores para que possamos servir melhor aos nossos clientes.”
Juntamente com a EOC 2010, a Embraer também realizará o Workshop Master Minimum Equipment List (MMEL) dos E-Jets.