terça-feira, 29 de março de 2011

Empresas aéreas aumentam lista de 'taxas de conforto'

SÃO PAULO - Viajar de avião está ficando mais barato no Brasil - segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio da tarifa caiu 40% desde 2002. Viajar com conforto, porém, é outra história. Pegando carona nas companhias de baixo custo americanas e europeias, as aéreas brasileiras estão cada vez mais cobrando por serviços que antes eram básicos, como poltronas minimamente espaçosas, serviço de bordo ou marcação antecipada de assentos. TAM, Gol, Webjet e Azul já oferecem os "extras" ao passageiro.
Não bastasse o espaço entre as poltronas ter diminuído, as empresas agora apostam nos "assentos-conforto" - na verdade, poltronas distantes de 80 cm a 90 cm entre si, o que já foi padrão nas aeronaves na década de 1980. Agora, essa distância média não passa de 76 cm na maioria das aeronaves que operam rotas regulares dentro do Brasil.
Para ganhar de volta o espaço perdido, paga-se a mais. "As atendentes de check-in até me ofereciam as saídas de emergência na hora de marcar o assento. Outro dia, quando pedi, me cobraram R$ 20. Não paguei", conta o gerente de vendas Leon Maia, que tem 1,89 m e viajava pela TAM. Em voos internacionais, a companhia cobra entre US$ 50 e US$ 70 pelos assentos-conforto, que podem ser nas saídas de emergência ou nas primeiras fileiras da aeronave.
Já a Webjet inovou na cobrança de marcação antecipada de assentos. Para escolher já no ato da compra onde quer sentar, o passageiro paga R$ 5 (poltronas comuns) ou R$ 10 (assentos-conforto). Se não quiser o serviço, fica sujeito à marcação aleatória na hora do check-in.
A mesma companhia também já oferece em todas as rotas o serviço de venda de alimentos a bordo. "Trata-se de um cardápio diferenciado, com diversas opções de lanches e bebidas por um preço acessível", afirma a empresa. Ainda em fase experimental, a Gol também começou a cobrar pela comida em 85 voos diários, mantendo também o "serviço de bordo padrão" para quem não quiser pagar.
Questionada sobre a falta de espaço nas aeronaves, a Anac já ensaiou exigir que as companhias cortassem o número de poltronas nos aviões para oferecer mais espaço aos passageiros. A questão foi levantada em 2007 pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Dois anos depois, a ideia foi substituída por outra: a criação de um selo para identificar aeronaves mais espaçosas, sem punir as que "espremem" o passageiro.
O Selo Dimensional da Anac saiu em fevereiro deste ano e premiou, até agora, a Avianca e a Passaredo com a etiqueta "A" - distância entre assentos maior ou igual a 76 cm. A avaliação das demais companhias ainda não foi divulgada, mas, segundo a regra da agência, é obrigatória.
Na Europa, a Ryanair já anunciou que pretende cobrar ? 1 pelo uso do banheiro. Nos Estados Unidos, quase todas as empresas já cobram pelo despacho da primeira bagagem - não há franquia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Fonte: O Estado de S. Paulo

As mudanças na aviação civil

A criação da Secretaria de Aviação Civil (SAC), vinculada à Presidência da República e que será responsável pelas mudanças no sistema aeroportuário brasileiro e na aviação civil em geral, constitui o primeiro passo da nova política para o setor anunciada pela presidente Dilma Rousseff em recente entrevista à imprensa e que, segundo ela, inclui a participação da iniciativa privada, por meio de concessões dos serviços existentes e investimentos em novos aeroportos.
"Estamos nos preparando para ter uma forte intervenção nos aeroportos", disse a presidente, em entrevista ao jornal Valor publicada na quinta-feira passada. "Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado. Não temos preconceito contra nenhuma forma de expansão do investimento nessa área, como não tivemos nas rodovias", afirmou.
Criada por medida provisória (MP) publicada em edição extra do Diário Oficial da União da semana passada, a Secretaria de Aviação Civil assumirá as funções no campo da aviação civil que eram de responsabilidade do Ministério da Defesa. Assim, passam a se vincular à nova Secretaria, que tem status de Ministério, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o órgão regulador do setor, e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pela operação de 67 aeroportos no País, inclusive os de maior movimento.
Entre as atribuições da SAC definidas pela MP está a de "elaborar e aprovar os planos de outorgas para exploração da infraestrutura aeroportuária". Ela também poderá transferir para Estados, Distrito Federal e municípios "a implantação, administração, operação, manutenção e exploração" de aeroportos. A MP estabelece que a Secretaria terá 129 cargos, cria 100 vagas efetivas de controladores de tráfego aéreo e permite prorrogar, até 2016, os contratos de 160 controladores temporários que iriam ser demitidos.
Chegou a ser anunciada a escolha do ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão, atualmente na direção de um banco privado, para chefiar a SAC - e a presidente não desmentiu a informação, admitindo, na entrevista citada, que "nós o consideramos um excepcional executivo" -, mas a indicação não foi confirmada. Mesmo sem ter decidido quem vai chefiá-la, o governo enviou ao Congresso a medida provisória criando a SAC. Agiu, nesse caso, com a presteza que a gravidade do problema impunha.
As diversas crises no transporte aéreo - que têm sacrificado os passageiros nos últimos anos - às quais a Anac reagiu com atraso, e a lentidão na execução do plano de expansão e melhoria do sistema aeroportuário, de responsabilidade da Infraero, tornaram indispensável, e urgente, a mudança nas formas de gestão do setor. O rápido crescimento da demanda por transporte aéreo, que deve continuar e terá alguns momentos de picos no período de realização de grandes eventos internacionais no País, agravou o problema.
O sistema aeroportuário hoje sofre as consequências da incompetência com que o governo Lula administrou os programas de investimentos, apenas parcialmente executados. De R$ 6,7 bilhões que a Infraero dispôs para investir entre 2003 e 2010, só R$ 2,65 bilhões, ou menos de 40%, foram investidos. Por isso, a infraestrutura do setor não acompanhou o crescimento do mercado, daí resultando falta de capacidade operacional dos aeroportos e aglomerações nas áreas de passageiros.
As obras que fazem parte da progamação para a Copa do Mundo de 2014 registram grande atraso. Dos investimentos de quase R$ 5,6 bilhões programados para aeroportos das 12 cidades que abrigarão os jogos da Copa, somente R$ 302 milhões foram contratados e, desse valor, só R$ 132 milhões, ou 2,4% do investimento total programado, foram de fato aplicados.
Para justificar o baixíssimo índice de investimentos até agora, o governo tem dito que haverá grande concentração de obras aeroportuárias em 2012 e 2013. O que a história recente mostra é que, mesmo sem concentração de investimentos, a Infraero não conseguiu realizar o que precisava. Espera-se que, com as mudanças, consiga fazer bem mais.

Fonte:O Estado de S. Paulo

Anac: janeiro tem menor tarifa doméstica para o mês

SÃO PAULO - A tarifa média cobrada por voos domésticos em janeiro foi a menor já registrada para o mês desde que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) começou a elaborar sua série histórica, em 2002. Janeiro é considerado período de alta temporada no setor.
Segundo dados divulgados nesta tarde, a tarifa média dos voos domésticos em janeiro foi de R$ 259,93, 18,95% menor do que a apurada em igual período do ano passado, R$ 320,74. Os valores são calculados com base em dados remetidos mensalmente à Anac pelas companhias aéreas e atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Também é medido pela Anac o Yield Tarifa Aérea, que corresponde ao valor médio pago por passageiro em cada quilômetro voado. Esse dado ficou em R$ 0,31 em janeiro, ante R$ 0,36 no mesmo mês de 2010.

Fonte: O estado de S. Paulo

GOL X TAM



Há duas semanas, a Gol comemorou ter ultrapassado, pela primeira vez, a rival TAM em participação no mercado doméstico de aviação. Trata-se de um marco simbólico: a diferença entre as duas empresas foi de apenas 0,18 ponto percentual no mês de fevereiro. Uma margem tão pequena pode facilmente virar à favor da TAM no próximo mês. Mesmo assim, a reação da empresa dos Amaro já começou a ser percebida no setor. Executivos próximos já falam em "guerra de preços". Ainda é cedo para saber qual o esforço que TAM e Gol estão dispostas a fazer pelo primeiro lugar. O fato é que, na última sexta-feira, ambas destacavam promoções em seus sites na internet. 

Fonte: O Estado de S. Paulo

sábado, 26 de março de 2011

Entenda o que muda com a criação da Secretaria de Aviação Civil

Estrutura criada por medida provisória vai controlar Anac e Infraero.
Secretaria nasce com status de ministério; decreto regulamentará funções.

A nova Secretaria de Aviação Civil (SAC),criada nesta segunda-feira (21) pela presidente Dilma Rousseff por meio de medida provisória, ainda precisa ter parte de suas funções regulamentadas por decreto.
A nova estrutura vai controlar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), órgão que administra os principais aeroportos do país.
Hoje sob comando do Ministério da Defesa, a Infraero e a Anac vão ter mudanças em suas funções. Vejas abaixo as principais mudanças previstas com a criação da SAC, que terá status de ministério.
O que muda no setor aéreo com a criação da secretaria?
A principal mudança ocorre na estrutura do Ministério da Defesa, que deixa de ser responsável pela infraestrutura aeroportuária, mas mantém a atuação em relação à infraestrutura aeroespacial e aeronáutica. A infraestrutura aeroportuária passa a ser responsabilidade da nova secretaria.
O serviço de controle de tráfego aéreo passará a ser exercido por civis? 
A medida provisória não especifica esse ponto, mas o edital do último concurso feito para contratação de controladores de tráfego aéreo não exigia que os candidatos às vagas fossem militares.
Quantos controladores de tráfego aéreo devem ser contratados?
A MP cria 100 vagas, a serem preenchidas de forma gradativa, e também prorroga até 2013 o período de contratação temporária de pessoal, que deve ser substituído no futuro. A atribuição de contratar continua com o Ministério da Defesa.
Que órgãos serão subordinados à nova secretaria?
Infraero e Anac. O Conselho de Aviação Civil será presidido pelo ministro da SAC.
A nova secretaria vai funcionar com quantos funcionários?
A MP autoriza a criação de 129 cargos para a Secretaria de Aviação Civil.
Haverá concurso para a contratação de pessoal? Se sim, quando?
A MP ainda será regulamentada por decreto, que, segundo a Casa Civil, detalhará pontos não especificados.
Qual será a estrutura da nova secretaria?
Será composta por gabinete, secretaria-executiva e até três secretarias operacionais. O comandante do novo órgão terá status de ministro de Estado.
Quem vai comandar a secretaria? O perfil será técnico ou político?
O nome do futuro secretário ainda não foi definido.
Fonte : g1.com

Embraer tem lucro maior

SÃO PAULO - A Embraer, terceira maior fabricante de jatos regionais, divulgou na noite de quinta-feira um lucro líquido maior no quarto trimestre de 2010 e previu aumento de quase 5 por cento da receita em 2011, ainda que com número menor de entregas de aeronaves.
A empresa teve lucro líquido atribuível aos acionistas de 208 milhões de reais de outubro a dezembro, contra 164,6 milhões de reais um ano antes.
No demonstrativo do resultado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não havia informações sobre o lucro trimestral em US Gaap, padrão de contabilidade norte-americano.
A média das estimativas de seis analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro em US Gaap de 137,6 milhões de dólares nos três meses finais de 2010.
A Embraer também forneceu perspectivas para 2011, ano em que estima entregar 220 aviões, sendo 102 comerciais e 118 executivos (100 de pequeno porte e 18 grandes jatos).
Em 2010, as entregas totalizaram 246 jatos. A receita projetada para este ano é de 5,60 bilhões de dólares, contra 5,35 bilhões de dólares no acumulado de 2010.
A margem operacional em US Gaap deve ser de 7,5 por cento neste ano, com lucro operacional de 420 milhões de dólares. A empresa estima, ainda, investimentos de 500 milhões de dólares no atual exercício.
No último trimestre, a receita líquida da companhia foi de 3,3 bilhões de reais, contra 2,8 bilhões de reais um ano antes.
Nos três meses até dezembro, a Embraer entregou 92 aviões, apenas 1 a mais que no mesmo intervalo de 2009. O mix mais recente de produtos, contudo, incluiu mais unidades dos modelos Embraer 190 e 195, os mais caros no portfólio de jatos comerciais.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de 334,6 milhões de reais nos três últimos meses do ano passado, ante 184,3 milhões de reais em igual intervalo de 2009. A margem Ebitda subiu para 10 por cento, ante 6,5 por cento, na mesma base de comparação.
As ações da Embraer vêm tendo forte desempenho em 2011, com o otimismo de analistas para os negócios da empresa pelo menos até o fim de 2012.
No começo desta semana, o analista Joseph B. Nadol, do JPMorgan, elevou o preço-alvo para os recibos de ações da companhia negociados em Nova York, citando demanda garantida pelos jatos comerciais da Embraer neste e no próximo ano.
A partir de 2013, porém, Nadol alerta para o aumento da concorrência com a prevista entrada em operação dos aviões CSeries, da canadense Bombardier, e do A320neo, da Airbus, além do jato regional da japonesa Mitsubishi Aircraft.

Fonte: O Estado de S. Paulo